sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Acordo abre caminho para superelétrica*

A construtora Camargo Corrêa chegou a um acordo com a Previ e o Banco do Brasil para fundir a CPFL com a Neoenergia, o que representa o primeiro passo concreto para a formação da superelétrica nacional na área de distribuição de energia.

Os termos da união entre as duas empresas só não foram concluídos porque a espanhola Iberdrola, acionista e operadora da Neoenergia, não aceitou que a empreiteira consolide sob o seu comando a cadeia de controle da nova companhia.A construtora dirige a CPFL. 

Entre o final do ano passado e janeiro deste ano, as quatro partes tiveram três reuniões. Diante do impasse com os espanhóis, ficou acertado um encontro nas próximas semanas para que tanto a Camargo Corrêa quanto a Iberdrola apresentem novas condições para tentar chegar a um acordo.


Juntas, Neoenergia e CPFL atendem a mais de 15 milhões de unidades consumidoras (cerca de um quarto de todo o mercado do país por esse critério), atingindo mais de1.300 municípios em sete Estados, fora empreendimentos em geração.

*Matéria publicada na Folha.com no dia 24/02, íntegra aqui.

Informativo de Carnaval



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Apagões em alta*

Governo necessita investir para tornar o sistema elétrico mais robusto e evitar as seguidas quedas de energia, que prejudicam milhõe



Após três anos em queda, o número de apagões graves cresceu 90% em dois anos. Em 2010, houve 91 casos em que interrupções de fornecimento de energia ultrapassaram 100 megawatts (MW), o suficiente para abastecer um município de 400 mil habitantes.

Na sexta-feira, cidades de oito Estados ficaram sem luz por até quatro horas, prejudicando cerca de 33 milhões de pessoas. Em 10 de novembro de 2009, outro mega-apagão já havia atingido 18 Estados brasileiros, deixando em torno de 70 milhões na escuridão. 

O fato de o sistema brasileiro ser interligado, com transmissão de energia por longas distâncias, é positivo. Possibilita um bom aproveitamento do grande potencial hidrelétrico do país e permite uma distribuição mais racional do que é produzido. A energia é dividida entre Sudeste, Nordeste e Sul, os três principais polos de consumo de acordo com a demanda e com a geração em cada região do país.

É uma falha gritante, porém, que curtos-circuitos numa única subestação ou a queda de uma das muitas linhas apaguem regiões inteiras. Para evitar isso, é necessário haver, tanto nas linhas quanto nas subestações, o que os técnicos chamam de redundância, ou seja, vias alternativas para contornar obstáculos à corrente.

Ao dizer que o sistema é “robusto”, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, incidiu numa falácia. Se de fato contasse com robustez, no sentido técnico, as panes que surgissem poderiam ser evitadas isolando-se a subestação com problemas. Acontece, no entanto, que a interrupção em algum ponto leva á sobrecarga das outras linhas e a um efeito dominó, que deixa milhões sem luz.

O termo “apagão” popularizou-se no penúltimo ano do governo FHC, em 2001, quando a geração insuficiente de energia levou o país a um racionamento forçado. Agora, como em 2009, trata-se de problemas sérios de transmissão (longa distância) e distribuição (nas cidades). Não há déficit de produção à vista no curto prazo. 

O governo Dilma Rousseff precisa modernizar o sistema de transmissão e reforçar sua manutenção, além de investir em novas linhas. Como ex-ministra de Minas e Energia, a presidente sabe que a repetição dos apagões acabará na conta de sua gestão e do injustificável controle do PMDB de Edison Lobão sobre o setor.  
Editorial publicado na Folha de S. Paulo do dia 08/02/2010, pág. A2

*Editorial da Folha de S. Paulo do dia 08/02/2010, pág. A2

 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

País teve consumo recorde de energia elétrica em 2010, com crescimento da indústria*

O consumo de energia elétrica aumentou 8,3% em 2010, na comparação com 2009, segundo dados preliminares do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) divulgados na última quarta-feira. Ao todo, a carga de energia verificada no ano passado foi de 56.777 MW (megawatts) médios, a maior de toda a história. 

O resultado se deve, principalmente, à retomada da economia em 2010, especialmente do setor industrial, após a crise econômica que abalou alguns setores em 2009. 

As temperaturas ao longo do ano passado foram mais altas, e nos primeiros meses do ano, ficaram acima da média histórica. Ao mesmo tempo, o brasileiro passou a consumir mais e comprar aparelhos eletrodomésticos e de refrigeração, elevando substancialmente o consumo de energia. 

A expansão do consumo de energia elétrica foi impulsionada pela forte demanda do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 60% de consumo da carga que circula pelo SIN (Sistema Interligado Nacional). A carga desse subsistema totalizou 35.008 MW médios, alta de 8,9% frente a 2009. 

*Matéria escrita por Cirilo Junior, publicada no site Folha.com no dia 05/01/2011

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Megafusões de empresas elétricas estão em negociação para 2011*


De acordo com reportagem publicada hoje na Folha de S. Paulo, em 2011 a Cemig negocia com os portugueses da EDP a compra da Bandeirantes  (distribuidora de energia no Vale do Paraíba  - SP) e Escelsa (distribuidora do Espirito Santo). Além disso, a Companhia Energética de Minas Gerais negocia também com os Espanhóis da Endesa o controle da Ampla (responsável pela distribuição no Rio de Janeiro) e da Coelce (do Ceará). Se tais planos forem consolidados, a Cemig distribuiria mais energia do que gera Itaipu Binacional, a segunda maior hidrelétrica do mundo e concentraria quase um terço da distribuição do país.

A empresa CPFL Energia também deve tentar fusões em 2011, o acordo ocorrerá com a empresa Neoenergia, grupo responsável pela geração e distribuição de eletricidade na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Neste caso, se os rumores se confirmarem, a CPFL criaria um grupo de 16,2 % de controle no mercado de distribuição de energia. 

Se todas as transações se concretizarem, Cemig e CPFL controlariam 42% da energia do país. 

*com informações do jornal Folha de S. Paulo do dia 30 de dezembro de 2010.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Rizal realiza bingo de confraternização


Para comemorar o final do ano, a Rizal de Pouso Alegre promoveu um bingo  com churrasco para todos os colaboradores da empresa. O evento que aconteceu no último dia 10 na sede da Rizal, premiou os funcionários com bicicletas, televisores LCD, eletrodomésticos etc.Abaixo, algumas fotos do evento. 












 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Rizal realiza atualizações do ASTA


Na reunião foram trocadas experiências e discutidas medidas
para garantir a eficiência do ASTA

 O ASTA (abrir, sinalizar, testar e aterrar) é o procedimento mais importante para garantir a segurança no trabalho de construções elétricas. Devido à importância do procedimento, a Rizal promove a cada seis meses a reciclagem do ASTA que consiste em uma palestra onde são discutidas as possíveis falhas em uma das etapas do processo, apresentadas os incidentes ou acidentes que ocorreram durante o período e transmitidas novas orientações aos eletricistas. 

A última reunião aconteceu no dia 2 de dezembro na própria sede da empresa Rizal/Tríplice de Pouso Alegre. Na ocasião, os eletricistas comentaram sobre suas experiências e sobre como realizar o processo ASTA corretamente, principalmente o aterramento que é uma das etapas essenciais para anular o risco de choque elétrico. O técnico de segurança da empresa, Fernando Henrique Melo Floriano que coordenou a palestra,  orientou os eletricista para sempre ficarem atentos com a conservação dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e no caso de equipamentos velhos, comunicar sempre a empresa para que esta possa substituí-los por novos.